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Após dez dias da largada oficial para a sucessão municipal, a guerra jurídica entre os pleiteantes ao Executivo e Legislativo contabiliza mais de 1200 pedidos de impugnação de candidaturas. O Ministério Público Eleitoral impugnou todas as candidaturas a prefeito e vereadores na 188ª Zona Eleitoral, ou seja de todos os municípios da região (Eunápolis, Itabela, Itapebi, Itagimirim e Guaratinga).
Entre as considerações feitas estão contas e contratos públicos rejeitados e uso do poder da Prefeitura, através dos meios de comunicação social, para fortalecer a figura pessoal de alguns candidatos perante o eleitorado, desequilibrando o processo eletivo, além de muitos documentos irregulares.
Diante das notícias unilaterais publicadas por parte da imprensa de Eunápolis, dando conta que só a candidata do PMDB estaria impugnada, o presidente da legenda na cidade, Paulo Ernesto Dapé, disse que a candidatura de Cordélia Torres “está regular e que a suposta denúncia de falsificação da Ata da Convenção do PTdoB não o preocupa, porque todo o processo de registro das candidaturas foi acompanhado pessoalmente por profissionais especialistas em Direito Processual e Eleitoral”, o que garante ao presidente tranquilidade e lisura das ações.
O assunto também foi abordado pela candidata Cordélia Torres, mulher do ex-prefeito Paulo Dapé. No sábado, dia 14 de julho, a candidata postou um comentário no seu blog quando foi taxativa: "Isso não preocupa, o processo está regularizado. Nem recebemos notificação. As notícias veiculadas na imprensa são resultado da inquietação dos adversários, preocupados com o crescimento da nossa campanha para a prefeitura de Eunápolis."
O representante legal da coligação, o bacharel Bruno Matos avisou que “o suposto pedido de impugnação tem caráter político. Processar alguém é comum, o incomum é prever o julgamento, com o intuito de gerar fato eleitoreiro, tendo em vista que as atas foram publicadas em jornal de circulação local em tempo hábil e, portanto, todos os partidos e os seus membros estavam cientes, pois este é o procedimento legal”. Relatou.
Para ele tudo não passa de ação do que chamou de ‘central de boatos’ da candidatura do adversário. "O processo é natural e legítimo: cada hora alguém fala uma história e para sanear as dúvidas aditaremos todas as medidas judiciais cabíveis para equilibrar o triste combate unilateral”, avisou.
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Crédito: Ascom
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